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MISSÃO FRANÇA – L’ÉGLISE DU DÔME

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L’Église du Dôme teve a sua construção iniciada em 1677 por ordem de Luís XIV, com o objetivo de guardar os túmulos da família real, bem como servir de capela para os soldados internados no complexo do Hôtel des Invalides que acomodava os soldados pensionistas inválidos de guerra.

A Igreja foi divida ulteriormente na Igreja dos Soldados e na Igreja do Dôme. Estes trabalhos foram concluídos sob a direção de Jules Hardouin-Mansat em 1706 que edificou a marca registrada do prédio que é o lanterrnin que culmina a 107 metros de altura. O destaque vai para a sua brilhante cúpula dourada que é vista por quilômetros do local até os dias de hoje.

Em 1840 é decidida a transferência do corpo do Imperador Napoleão da Ilha de Santa Helena para Paris. A Igreja do Dôme é escolhida para abrigar o seu tumulo, e as obras deste monumento funerário é finalizada em 1861. Neste mesmo ano foram sepultados os restos mortais de Napoleão Bonaparte que repousa em cinco urnas sucessivas.

A Igreja do Dôme desde então se tornou Panteão Militar e abriga, em volta da tumba do Imperador Napoleão, as sepulturas de centenas de celebres militares franceses como Turenne, Vauban, Foch, Lyautey, os generais Bertrand, Duroc e muitos outras personalidades das armas para a  França.

A Dança da Mochila aconteceu neste lugar que faz parte do grande Complexo do Musée de L’Armée e o Hôtel National des Invalides.

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O Dôme é de uma arquitetura incrível!  Em sua entrada uma porta que já faz o prenúncio da grandiosidade do templo. A imensa arca mortuária de Napoleão reina magestosa no subsolo do templo sobre um pedestal.  No subsolo em volta da arca há esculturas em honra ao imperador e muitas inscrições de suas próprias palavras e outras sobre suas conquistas e contribuição político-sociocultural para os franceses. Foi logo na saída deste lugar que eu senti o “impulso” para a dança.

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Mais uma vez fiquei pensando porque a Dança na Mochila naquele lugar… E hesitei.

Quando seu estava saindo daquele andar, ao chegar aos pés das escadas que levam de volta ao andar principal, o impulso veio tão forte que mesmo eu não me sentindo à vontade, não pude resistir e dancei.

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Foi difícil e sutil. Dancei e segui subindo as escadas arrastando o tecido vermelho como se este lavasse o solo e o depositei no chão ao lado do altar da Igreja. Minha mãe, Clery Ribeiro filmou os primeiros instantes do clipe, depois eu mesma peguei a máquina e fiz o segundo momento focalizando o tecido no chão e o espaço a sua volta. Minha surpresa foi ao levantar a filmadora me deparar com a imagem de Jesus Cristo crucificado.

Fiquei pensando… Naquele lugar estão sepultados homens que influenciaram a vida e decidiram o destino de tantas outras pessoas. Decisões que marcaram a história com sangue exaltando o nome e os feitos desses homens. Napoleão, por exemplo, na sangrenta revolução francesa guerreou contra o monarquismo, mas depois ele mesmo se proclamou imperador da França.

Afinal, quanto custa tanto sangue derramado? Qual o preço de tantas vidas? Qual o preço da vida e da verdadeira liberdade?

A trilha sonora ficou por conta do ruído do meu próprio movimento e das vozes cochichadas das pessoas que estavam por ali.

Em andanças…

Isabel Coimbra

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2 pensamentos em “L’Église du Dôme

  1. Ola Isabel, estivemos juntas no Congresso de Dança em BH.As suas experiencias sao muito inspiradoras. Tb amo Paris, ja fui muitas vezes e me sinto em casa qdo la estou. Oro a Deus todos os dias para que a dança seja um instrumento poderoso, pois, as vezes, em nossas igrejas, somos mal interpretados…. Oro a Deus pelo Ministerio de Dança da Lagoinha, estive la e vi que suas meninas estão dando sequencia ao seu trabalho. Oro a Deus pelo seu trabalho abençoado. Abraços. Maria Valeria Gago = 011-9663-4530 013-9725-9441 – CRECI – 73.093 skype: maria.valeria.gago On Dom 24/03/13 19:46 , “Dança na Mochila” comment-reply@wordpress.com sent: WordPress.com isabelcoimbra posted: “MISSÃO FRANÇA – L’ÉGLISE DU DÔME L’Église du Dôme teve a sua construção iniciada em 1677 por ordem de Luís XIV, com o objetivo de guardar os túmulos da família real, bem como servir de capela para os soldados internados no complexo do Hôtel des Inval”

  2. Oi Bel, lindos os seus vídeos! Pode se fazer uma outra leitura ou uma ressingnificação do tecido vermelho da “Sagração da Primavera” na sua dança. Bjs, Carol

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