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MISSÃO FRANÇA : AIGUILLE DU MIDI / CHAMONIX-MONT BLANC

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Chamonix-Mont-Blanc é o nome completo dado à cidade conhecida geralmente só por Chamonix, que fica no departamento francês de Alta-Saboia na região de Ródano-Alpes. Chamonix esta localizada em um vale entre os Alpes exatamente aos pés de Mont Blanc o mais alto cume da Europa Ocidental. Fica nas divisas entre França, Itália e Suíça.

Antes da criação da cidade de Chamonix, o território foi desocupado e hostil por causa de seu clima de montanha e geografia. No entanto, essas terras, embora não habitadas eram posse sucessiva de diferentes povos. Os celtas foram os primeiros a ocupar a região, no século V antes de Cristo seguido pelos Lígures e Ceutrons Allobroges. O território foi incorporado ao Império Romano ainda antes de Cristo. Com grandes invasões bárbaras e do enfraquecimento da influência romana, a região que pertencia na época aos borgonheses tornar-se propriedade do condado de Genebra.

Em 1091 o conde Aymon de Genebra doa as terras à abadia beneditina de Saint-Michel de la Cluse no Piemonte. Seus monges construíram uma fábrica e uma fazenda em Les Praz em Mollard na margem direita do Arve e no século XII fundam o convento de Chamonix que permaneceu até 1786.

No século XVIII, Chamouny (antigo nome de Chamonix) éra uma pequena aldeia rural. Seus habitantes viviam da pecuária e de culturas de centeio e aveia. Em 1741, dois ingleses William Windham e Richard Pococke, em revistas literárias relatam sobre a visita que fizeram ao vale e sobre sua “expedição” a uma geleira gigantesca que chamaram de Mer de Glace. A curiosidade despertada pela suas histórias rapidamente trazem os primeiros turistas, e as primeiras práticas de montanhismo. Em 1760, o aristocrata de Genebra Horace-Benedict de Saussure, promete uma grande recompensa para os primeiros a chegar ao cume do Monte Blanc. A cidade passa a ser conhecida e a atrair o turismo e as práticas de alpinisnismo.

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Mais tarde, no tempo da Revolução Francesa (1792) e do império de Napoleão a cidade torna-se um território francês. Em 24 de março de 1860 pelo Tratado de Turim o Ducado de Saboia é cedido à França, e em abril desse ano Chamonix torna-se definitivamente território francês e toma o nome de Chamonix-Mont-Blanc.

Hoje Chamonix uma cidade muito charmosa e acolhedora. É um importante pólo turístico com atividades voltadas para alpinismo, esporte de montanha e de inverno tendo, inclusive, sido foi palco dos Jogos Olímpicos de Inverno em 1924.

Em Chamonix no Mont-Blanc se encontra o Aiguille du Midi, o mais alto pico dos Alpes da região com 3.842 metros. No cume principal foi implantada uma torre de telecomunicações, que representa o atual ponto culminante. Este é o centro mais alto de transmissão de rádio de França. A agulha é o ponto do bonde para o Aiguille du Midi. Sua estação superior está localizado na 3777 metros altitude. É o ponto de partida da descida do Vallée Blanche e a gôndola Mont-Blanc panorâmico que atravessa o Glacier du Géant se Helbronner no lado italiano (3462 metros), com uma deslumbrante vista da Vale de Aosta e todo conjunto de montanhas e picos.

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Neste lugar maravilhoso a dança aconteceu em dois momentos. O primeiro em meio à estação de esqui aos pés da Aiguille du Midi e o segundo na base-mirante do pico (3.842 metros de altura).

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Era dezembro e em alta temporada do inverno frances, 14 graus negativos quando eu e minha familia fomos passar um final de semana e aproveitar para esquiar e conhecer o Mont Blanc. Na estação de esqui em meio áquela imensidão branca de neve  foi impossível resistir ao impulso para a dança. Mesmo com a tão pesada bota para esqui e com a mobilidade reduzida tirei meu tecido vermelho da mochila e dancei!!! Foi maravilhoso sentir a neve fofa e me deitar nela envolta ao vermelho do tecido.

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No dia seguinte ao subir no Aiguille du Midi fomos impactados com a beleza e a sensação da altura em meio aos cumes cobertos de gelo e neve. O frio era tão grande que nossos pés e mãos congelavam dentro das botas e das luvas. Muitos esquiadores subiam de teleférico para descerem os montes com seus esquis e eu fiquei ali olhando aquilo tudo: a cidade lá embaixo tão pequenininha, o céu tão pertinho e tão longe, o vento frio no rosto, o ruído das pessoas e eu pensei em Deus! Que artista!!!

Cada detalhe, tudo com tanto capricho! Para completar a obra Deus ainda envia seu filho para morrer em nosso lugar! Para que possamos ser lavados e remidos e também tenhamos as mesmas vestes brancas do Grande Rei! Sob esses pensamentos não resisti e dancei novamente, levantando um altar pela vida resgatada e pelos frutos da santificação! Foi uma sensação maravilhosa dançar naquele cenário!

Meu genro Frederico e meu esposo Eustáquio foram os cinegrafistas. A trilha sonora ficou por conta das vozes das pessoas que estavam por perto e do vento.

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Em andanças..

Isabel Coimbra

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