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MISSÃO FRANÇA : LA CONCIERGERIE – PARIS

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La Conciergerie é o vestígio principal da primeira residência dos reis da França. No século VI Clóvis primeiro rei dos Francos instala na Île de France (Ilha da Cidade) sua residência real. Cinco séculos mais tarde Hugo Capeto, primeiro rei capetiano, estabelece seu conselho e sua administração no então chamado Palais de la Cité (Palácio da Cidade), tornando a partir daí a sede e símbolo do poder real até o século XIV.

No século XIV passa a ser sede do Parlamento de Paris e no final deste século Carlos V deixa a residencial real e encarrega um “concierge”, uma espécie de zelador dotado de poderes de justiça, de administração do Palácio e da prisão ali instalada em 1392.

Mais tarde em 1793 o tribunal revolucionário adota o palácio como sede da revolução francesa e reforça seu caráter prisional. A prisão ocupava o andar térreo do prédio, beirando o Cais do Relógio e as duas torres; o andar superior era reservado ao Parlamento. A prisão da Conciergerie era considerada como muito dura e a antessala da morte. Durante a época do Terror poucos dela saíam livres ou vivos. A Rainha Maria Antonieta nesta prisão em 1793 saiu da daí para morrer na guilhotina.

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Classificada como monumento histórico desde 1914, o edifício estende-se pelo Cais do Relógio sobre a Île de la Cite no 1º. arrondissemente onde funciona atualmente o Palácio de Justiça de Paris e o museu Conciergerie que nos relata com ênfase sobre a Revolução Francesa e seus famosos e inúmeros prisioneiros e prisioneiras.

O prédio ainda tem resquícios originais e traz através das inúmeras reformas o resgate de partes destruídas ou descaracterizadas durante os anos. Por exemplo, as partes baixas e o chão das salas medievais permaneceram á imagem do que era no XIV. A cela de Maria Antonieta já é um exemplo das partes do palácio que foram reconstruídas mediante documentos históricos.

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Neste complexo, havia antes da revolução francesa um antigo jardim que circundava os alojamentos reais que mais tarde foi transformado pelo Tribunal em um local para passeio das mulheres encarceradas. Esse pátio prisional era cercado por celas cujo conforto variava de acordo com as possibilidades financeiras das detentas. Dentro deste pátio as mulheres lavavam suas roupas em uma fonte (ainda hoje existente)e sobre uma das mesas de pedra faziam as refeições. O recinto ficava ao lado da cela de Maria Antonieta e dentro da vida carcerária revolucionária, foi um local importante para a vida social das prisioneiras. Neste local, mergulhada na história sobre o principio da monarquia e posteriormente sobre a revolução francesa eu senti o impulso para dança.

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Ao rever o vídeo gravado me emociono novamente. Foi uma dança meio fúnebre ao som dos meus próprios passos. Era um sentimento de tristeza, de tamanha solidão e de uma dor gélida que ao tirar o tecido da mochila eu chorei junto com a fina neve que começou a cair de repente. Dancei me atendo aos detalhes originais do lugar e diante da porta por onde as condenadas passavam para seu destino em direção á guilhotina, fiz uma pausa, a abri e quase finalizei ali mesmo. Mas o impulso para a dança me atraiu e continuei até finalizar o percurso em volta do canteiro central.

Dancei e chorei pelo sangue inocente derramado, pelo abuso que muitas mulheres ali sofreram e pelos órfãos abandonados e assassinados.

Era uma quinta-feira à tarde e minha filha Isa foi quem registrou as imagens.

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Seguindo andanças…

Isabel Coimbra

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