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MISSÃO FRANÇA – CHÂTEAU ROYAL DE BLOIS

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Château Royal de Blois fica no Val du Loire. Loire é um rio que banha um vale muito lindo margeado de pequenas cidades que cresceram em função dos vários castelos e seus domínios.

Este palácio, além de residência de vários Reis da França também entre muitos outros episódios o local onde o Arcebispo de Reims abençoou Joana d”Arc em 1429, antes desta partir com seu batalhão para combater os ingleses em Orléans .

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O castelo erguido no centro da cidade de Blois compreende vários edifícios construídos entre o século XIII e século XVII, ao redor de um pátio principal. O castelo medieval foi a residência real e a capital política do reino durante o reinado de Luis XII.

20130308_171210Com uma história conturbada, cheia de articulações políticas e intrigas tem como personagem sua mais famosa moradora, a Rainha Catarina de Médici (1519 – 1589) esposa do Rei Henrique IV e mãe dos reis Francisco II, Carlos IX e Henrique III.

Catarina foi uma das personagens mais influentes das guerras da religião francesas, foi uma das responsáveis, por exemplo, pelo massacre da noite de São Bartolomeu ocorrido durante as comemorações do casamento de sua filha Margarida de Valois (rainha Margot) com o protestante Henrique de Navarra (rei Henrique IV).

Tal massacre aconteceu nas primeiras horas da madrugada de 24 de agosto em que dezenas de líderes protestantes, os huguenotes, foram assassinados em Paris, numa série coordenada de ataques progressivos planejados pela família real prolongados até outubro do mesmo ano. Houve uma onda organizada desses assassinatos em doze cidades francesas, como Toulose, Bordeaux, Lyon, Bourges e Orléans

Relatos históricos sobre a quantidade de cadáveres arremessados nos rios afirmam uma visível contaminação, de modo que ninguém comia peixe, pelas condições insalubres dos rios. Não foi o primeiro nem o último ataque massivo aos protestantes franceses, outros ataques que ocorreram ao longo da história.

Depois disso, o palácio foi ocupado por Henrique IV que se converteu ao catolicismo para trazer paz no solo francês. Depois da morte de Henrique IV, o palácio tornou-se o exílio de sua terceira esposa a rainha Maria de Médici.

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Na Revolução Francesa, os revolucionários caminhavam por destruir qualquer símbolo da velha nobreza e foi decidido que seria demolido. Esta atitude foi, porém, adiada para que servisse de aquartelamento militar. Depois da Revolução Francesa o imenso palácio foi abandonado por mais de cento e trinta anos Em 1841, Luis Felipe I classifica o Château de Blois como monumento histórico. Foi restaurado e transformado num museu o que vem sendo até os dias de hoje.

O Castelo fica no alto da cidade de Blois. Na entrada principal para suas dependências há um jardim emoldurado de um lado por um mirante com uma vista deslumbrante da cidade. Um dos acessos para esse espaço é uma grande escadaria de que liga a parte baixa da cidade ao alto do monte onde está localizado o Castelo.

Blois

Eu, Ivy e Iasmin  estávamos com os amigos Gláucia e Ricardo e chegamos a esse lugar por acaso. Nosso objetivo era Castelo d’Amboise, mas no caminho fomos atraídos pelo charme de Blois. Estacionamos e começamos a andar e desvendar os caminhos do centro da cidade. Infelizmente o horário para visitas ao Castelo havia terminado, mas ficamos por ali apreciando a beleza inenarrável do lugar quando senti o impulso para a Dança na Mochila.

Voltamos na grande escadaria que dá acesso ao Castelo, me posicionei com o tecido vermelho no pescoço e iniciei uma dança que terminou quase nos portões principais do mesmo. É inexplicável o que senti naquele lugar! Um misto de magia vs realidade, sonho vs pesadelo, liberdade vs aprisionamento, voar vs rastejar.

Ao rever as imagens e pesquisar sobre o lugar e seus desdobramentos históricos compreendi porque fui impelida para a dança e mais um altar de adoração exatamente ali. Uma dança de prenúncio de um novo tempo marcado simbolicamente pela chegada da primavera, Le Sacre du Printemps. Para profetizar o perdão, a cura e a libertação das correntes banhadas de ódio, de traição, de dor e de sangue semeados deste lugar.

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A filmagem foi feita pela Gláucia Freire. A trilha sonora é o som ambiente com meus passos sobre as escadas e na terra, das vozes de transeuntes, dos carros, das motocicletas e sempre ao fundo, o ruído do vento.

Em andanças…

Isabel Coimbra

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