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MISSÃO FRANÇA – CHÂTEAU DE CHENONCEAU

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Le Château de Chenonceau é um palácio localizado na comunidade de Chenonceau na região do Val du Loire na França. É também conhecido como o Castelo das Sete Damas por causa da fama de suas mais ilustres moradoras.

A primeira construção do castelo foi no local de um antigo moinho sobre as águas do rio Cher no século XI. O edifício original foi incendiado em 1411 e na década de 1430 foi reconstruído mantendo o moinho adjacente. Bohier em 1513 destruiu o castelo existente, conservando a torre de menagem, e construiu uma residência inteiramente nova entre 1515 e 1521.

Mais tarde, o filho de Bohier foi desapropriado, sendo o château entregue ao Rei Francisco I por débitos não pagos à Coroa. Depois da morte deste monarca, em 1547, Henrique II oferece o palácio como presente a sua amante Diane de Poitiers que mandou construir a ponte arcada, juntando o palácio à sua margem oposta. Além disso Diana supervisionou, a plantação de extensos e refinados jardins de flores e de vegetais, juntamente com uma variedade de árvores de fruto. No entanto, depois da morte de Henrique II, em 1559 a sua resoluta viúva e regente, Catarina de Médicis a despojou da propriedade forçando-a a trocar o Castelo de Chenonceau pelo Chãteau de Chaumont sur Loire.

Tendo apreciado as benfeitorias e bom gosto no castelo, Catarina resolveu dar continuidade às obras tornando Chenonceau sua residência favorita. Em 1577 determinou a construção, de um novo aposento, exatamente por cima da ponte construída por Diana Poitier. O imenso salão sobre o rio, com dois andares e a extensão de sessenta metros de comprimento por seis de largura, ficou conhecido como a Grande Galeria e tornou-se a marca mais famosa do palácio. Catarina de Médicis também aumentou os jardins e parques do palácio, tornando a propriedade num disputado local para as grandes festas que atraíam a sociedade da época.

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Com a morte de Catarina, em 1589, o palácio passou para a sua nora, Louise de Lorraine Vaidémont esposa de Henrique III. Em Chenonceau, Louise recebeu a notícia do assassinato do seu marido e caiu num estado de depressão, passando o resto dos seus dias conhecida como a “viúva branca”, pois vagueava ao longo dos vastos corredores do palácio, vestida de roupas de luto brancas. Nesta fase, as grandiosas festas cessaram, passando o palácio a viver numa permanentemente atmosfera de luto.

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Outra mulher tomou posse em 1624.  Gabrielle d’Estrée afavorita de Henrique IV habitou o palácio. Depois desta, foi possuído pela linha hereditária dos Valois alternadamente habitado e abandonado por mais de uma centena de anos. Em 1720 o Castelo de Chenonceau foi comprado pelo Duque de Bourbon que pouco a pouco, vendeu todos os pertences do palácio. Muitas das refinadas estátuas acabaram no Château de Versailles. A própria propriedade foi, finalmente, vendida anos mais tarde para Claude Dauphine.

A esposa de Claude (filha do financeiro Samuel Bernard) Louise Dupin, trouxe a vida de volta ao palácio ao receber os líderes do iluminismo como Voltaires, Montesquieu e Jean Jacques Roussoeau. Louise salvou o palácio da destruição durante a eEvolução Francesa preservando-o da destruição pela Guarda Revolucionária, uma vez que era essencial para as viagens e para o comércio por ser a única ponte que atravessava o rio numa área de várias milhas.

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Em 1864, Daniel Wilson, um escocês que fizera fortuna instalando luz de gás por Paris, comprou o palácio para a sua filha. Na tradição de Catarina de Médici, ela gastaria uma fortuna em festas de tal forma elaboradas que as finanças foram dilapidada, sendo o palácio desapropriado e vendido a José-Emilio Terry em   1891 Posteriormente o castelo foi comprado em1896 um membro da sua própria família, Francisco Terry. Em 1913 a família Menier, famosa pelos seus chocolates comprou o palácio, mantendo a sua posse até hoje.

Durante a Primeira Guerra Mundial a galeria foi usada como enfermaria hospitalar e durante a Segunda Guerra Mundial foi um meio de escape da zona ocupada pelo Nazismo. Em 1951, a família Menier restaurou o palácio e seus jardins, numa tentativa de restaurar o reflexo da antiga glória.

No complexo do castelo havia estábulos e uma fazenda para a subsistência das atividades do castelo. Neste conjunto na entrada dos domínios do Castelo, próximo aos jardins ao lado de uma grande avenida de árvores  em meio ao bosque que circunvizinha a propriedade encontramos um labirinto que abre um caminho para as cariátides que Catarina de Médicis tinha mandado construir no centro da parte da frente do castelo. Estes foram removidos 300 anos depois pela Sra. Pelouze para o lacl pone se encontra atualmente.

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As seis Caryatides são uma alusão ás mulheres-estátuas do templo grego Erecteion, que se ergue na Acrópole de Atenas, e que suportam sobre si o peso do mundo, punidas por crimes que não foram seus.

O lugar é maravilhoso, cheios de detalhes, de bom gosto e de muita história. É admirável o cuidado que seus atuais proprietários tiveram para reconstruir a história em cima dos detalhes de cada morador, interventor e arquitetos que por ali passaram. Super interessante é a marca feminina do palácio e seus arredores. Cada janela, cada vista, cada canto nos inspira tanto que já na entrada senti o impulso para a Dança!

Foram quatro espaços neste complexo em que dancei com muita liberdade! O poço logo na entrada do castelo, ao lado da torre e entre os bosques laterais; na cozinha-copa do castelo em volta de uma mesa repleta de frutas de verdade, panelas e utensílios de cozinha. No bosque entre as árvores Ivy e Iasmin se posicionaram e interagiram comigo e foi tão natural e profético! Também dancei em meio ás caryatides.

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Nas quatro intervenções senti o tecido vermelho incrementando o sentido imprimido por “Sagração da Primavera”. Lembrei-me mais do que nunca do significado do sangue que lava e rega ao mesmo tempo a terra para o “renovo”.

Coincidentemente estávamos no inicio da primavera. Ainda não havia flores mas o renovo nas plantas e no jardim era um espetáculo a parte visto bem de pertinho porque eram as primeiras manifestações do brotar!

Dancei, profetizei um novo tempo nas vidas de nós mulheres. Das descendentes daquelas que ali moraram e viveram, das nossas vidas, da minha descendência, da herança da Igreja, da Noiva e sobre a espera de seu eminente noivo! Um novo tempo para esse relacionamento e para os frutos desse casamento!

Viva o renovo, viva esse novo tempo!!

As filmagens foram feitas pela Gláucia Freire. A trilha sonora ficou por conta das vozes das pessoas que ali se encontravam, de minhas pequenas Ivy e da Iasmin que também participaram espontaneamente dançando em alguns momentos e, do vento, é claro!

Seguindo em andanças!

Isabel Coimbra

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