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CHÂTEAU DE VERSAILLES

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Château de Versailles, considerado um dos maiores castelos do mundo, está localizado na cidade de Versaillles, uma aldeia rural na época de sua construção e hoje um rico subúrbio de Paris.

Historicamente, durante a Idade Média alguns nobres franceses eram, por vezes, mais poderosos que o Rei da França e, apesar de tecnicamente leais ao Rei, possuíam os seus próprios domínios provinciais de poder e governo. Culturalmente tinham influentes côrtes e exércitos leais a eles, não ao rei, e o direito de cobrar as suas próprias taxas aos seus súditos. Algumas famílias foram tão poderosas que atingiram proeminência internacional contraindo alianças por casamento com casas reais estrangeiras para alcançar as suas próprias ambições políticas. Os monarcas, apesar de nominalmente serem Reis da França de fato, o poder real, por vezes, limitou-se puramente à região em volta de Paris. A capital francesa crescera entre desordens de guerra civil envolvendo facções rivais de aristocratas.

Em meio às constantes crises econômicas e sociais em 1624, o rei Luís XIII ordenou a construção de um castelo de caça nos arredores do povoado de Versailles. Desde 1632 e progressivamente foi fazendo ampliações ao palácio.  Em 1660, de acordo com os poderes reais dos conselheiros que governaram a França durante a menoridade de Luis XIV foi procurado um local próximo a Paris, mas suficientemente afastado dos tumultos e doenças da cidade apinhada.

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O monarca queria um local onde pudesse organizar e controlar completamente o governo francês por um governante absoluto e Versailles foi escolhido para ser este lugar. Assim, desde 1682 quando Luis XIV se mudou definitivamente de Paris até a família real ser forçada a voltar para a capital em1789, a Corte de Versailles foi o centro do poder do antigo regime da França.  O vídeo abaixo nos mostra esse percurso de maneira didática e super interesante.

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No princípio, Versalhes tornou-se a casa da nobreza francesa e a sede da Corte Real, tornando-se de fato o centro do Governo Francês. Inclusive e simbolicamente a sala central na extensa faixa de edifícios do Château era o quarto de dormir do Rei (La Chambre du Roi), o qual era ele próprio, centrado na luxuosa e simbólica cama de estado alojada entre um rico corrimão. Todo o poder da França emanava estrategicamente deste centro: ali existiam gabinetes governamentais, tal como as casas de milhares de cortesãos, dos seus acompanhantes e dos funcionários da Corte tornando o estado unificado.

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A vida na Corte era estritamente regulada pela etiqueta. A etiqueta tornou-se o meio de progresso social para a corte. Após a morte de Luis XIV, Luís XV assume o poder dando continuidade à elaboração requintada de regras de etiqueta que incluíam uma lista de exigências.

Palácio de Versailles era o centro do governo tal como a residência real. Era grande, luxuoso e tinha uma manutenção dispendiosa. Estima-se que a conservação e manutenção, incluindo o cuidado e alimentação do quadro de funcionários e da família real, consumiam algo como 25 por cento do rendimento da França.

Outro fato interessante é que Versailles, ao fechar os nobres numa jaula dourada, praticamente anulou as ações dos grupos aristocráticos e as rebeliões que atormentaram a França durante séculos. Alem disso, essa estratégia destruiu efetivamente o poder aristocrático nas províncias e centralizou do Estado.

Versailles também teve uma tremenda influência na arquitetura e arte francesa e de toda a Europa uma vez que os gostos da corte e a cultura elaborada em seus domínios influenciaram a maior parte do continente. Inclusive é o berço da primeira escola Real de dança clássica francesa, elaborando a nomenclatura do ballé e suas técnicas básicas como conhecemos até hoje.

Com a revolução francesa, pouco depois da partida da família real o palácio de Versailles começou a ser dilapidado. Enquanto o Rei viveu, muita mobília foi removida e transferida para as Tulherias, onde ele estava detido. Várias pinturas e objetos de arte passaram para a guarda do Museu do Louvre ou foram pilhadas de inúmeras maneiras inclusive para outros paises europeus. Finalmente em 1837 o castelo foi transformado em museu de história.

O palácio mantém ainda hoje suas características mais marcantes e é originalmente cercado por um grande parque de 815 hectares. Essa área é composta por um grande canal de água, muitos jardins, canteiros, estátuas, vasos ornamentais, bosques, fontes de água e tudo meticulosamente trabalhado.

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Passeando de um bosque a outro, podemos admirar inúmeros e incríveis lagos. A chegada da primavera coincide com o início das “grandes águas musicais” quando os jardins se transformam num espetáculo a parte em que musicas barrocas acompanham em harmonia os jatos d’água.

Nestes jardins, num domingo de primavera, no final de tarde, ao caminhar em direção aos portões para saída dos domínios do Castelo o impulso para a dança foi inevitável! A música em todos os cantos dos jardins e mergulhada em tanta historia, era um convite irrecusável!

Foram três inserções. A primeira em frente ao Bassin du char d’Apollon,  a segunda ao aproximar do Bassim de Flora em que a música e a fonte se mesclaram me atraindo como o mel atrai as abelhas. A terceira no percurso que nos leva em direção aos fundos do Castelo pelo lado esquerdo do Parterre de Latone.

A filmagem foi feita por minha filha Iara e a trilha sonora o som ambiete da música no ar, o ruído das águas, as vozes das pessoas que estavam por perto e anúncios de .altofalantes.

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Em andanças…

Isabel Coimbra

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