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No ano de 2007, fiz uma viagem inesquecível a Jerusalém!

Fui participar de um Congresso e aproveitei as horas livres para andar pelas ruas de Jerusalém.

A cidade, suas ruas, as praças, os muros, a parte antiga (dentro dos muros) e a parte nova (fora dos muros), o mercado, seus cantos e recantos, as pessoas…

Dentre tantas experiências que vivi algumas, felizmente, foram registradas por um amigo e colega de viagem: o Rodrigo Cardoso que hoje vive e estuda em Israel.

Num determinado final de tarde fresco e agradável saímos pelas ruas. Queríamos ver as pessoas na rua, sentir os cheiros, ouvir as vozes… Estávamos alegres por estar ali “naquele lugar, naquela cidade”. Ao entrar na parte antiga através das grandes portais meu coração inundou de alegria e uma vontade de dançar encheu meu coração!!!

Era tanta presença de Deus ali conosco que a adoração explodia de nossas vidas e eu não me contive, em determinados locais e momentos eu me despia de todo “não pega bem” e dançava expressando o meu cântico novo através da minha dança!

Não me preocupei com coreografia, com música, com nada: eu só pensava em Jesus Cristo andando por aquelas ruas e eu estava ali!!! Justamente ali! E dancei…

Jerusalém tem muita história e cada canto seus mistérios. Também há muitos sítios arqueológicos. Em um deles, no subsolo abaixo do nível da rua, eu dançava e expressava a Deus minha adoração quando percebi algumas pessoas me observando e ouvi a voz de uma criança que dizia: olha! A moça está dançando para Deus!

Na sequência fomos para o Muro das Lamentações e sentamos numas cadeiras ali por perto, quando fui atraída pela grande Bandeira de Israel que descansada no mastro se mantinha quietinha sem movimento algum. Caminhei até o grande mastro e lá, comecei a sentir uma brisa leve que começava a soprar.  À medida que a bandeira começou a se mover também comecei a me movimentar. A bandeira ia levemente para a direita e meu braço também ia. Ela ia para a esquerda, meu braço esquerdo a acompanhava. E nesse “mover”, pouco-a-pouco, o vento encheu a bandeira de movimento e eu me enchi de dança acompanhando os movimentos daquela bandeira, quando serenamente a brisa cessou e eu parei de dançar.

Quando voltei ao Brasil, aquelas experiências não saiam da minha cabeça. A dança se configurou de uma maneira tão intensa que eu até aquele dia não tinha vivido! Era como “textos vivos” que exalavam da minha vida de maneira inesperada e espontânea. Era o cântico novo cheio de sentidos e significados que se dava a ver!!!

Os destinadores e destinatários, os enunciadores e enunciatários do texto se materializavam! Era maravilhoso, perceber isso de uma maneira tão nova!!!

Essas experiências contribuíram para que eu mergulhasse ainda mais na pesquisa no âmbito da Dança como “linguagem”.

Mais pontualmente, desde o meu Mestrado venho sendo instigada a compreender e estudar a dança como fenômeno de linguagem. Como Coordenadora do Programa de Dança Experimental da UFMG e Líder do Grupo de Pesquisa “Concepções Contemporâneas em Dança – COODA”, compartilhei minhas indagações com o Grupo iniciando o projeto que chamei na época de “Dança Itinerante”.

A idéia era realizar experimentos em ruas, praças ou qualquer lugar ou edificação pública. Os textos dançados seriam o diálogo e o resultado da interação espaço, tempo local com nossos “corpos”. A Dança seria um acontecimento do momento em que os destinadores e destinatários e/ou enunciadores e enunciatários emergiria da experiência textual e artística. O resultado? Só mesmo no processo ou depois do mesmo saberíamos.

Temos aproveitado nossas andanças por Congressos, Eventos e viagens de várias naturezas para realizarmos inserções pelas ruas de cidades brasileiras e de outros países.

O “Dança na Mochila”, surgiu dessa idéia do “inesperado” sem preocupação com parafernália ou de qualquer tipo de produção. Precisaríamos apenas de nossos “corpos”, do “espaço”, do “tempo” e do nosso “eis-me aqui” para que o texto em dança pudesse tomar forma.

As filmagens passaram a ter importância principalmente como material para registro de memória e para coleta de dados para prováveis pesquisas.

Concomitantemente iniciei o Doutorado em Estudos Linguísticos na linha “linguagem e tecnologia” na UFMG com a Ana Cris (minha orientadora). Parte do meu doutoramento é fazer um estágio na Universidade de Paris na Sorbonne – Paris IV e o Projeto “Dança na Mochila: Missão Paris” passa a fazer parte de minha pesquisa intitulada “Le Sacre du Parintemps em dança: a semiótica como via de acesso”. Lá na Sorbonne tenho como orientadora a Anne Hénault.

O Grupo de Pesquisa COODA vem crescendo e tem ou já teve como integrantes professores Universitários, mestres, doutores, alunos de pós-graduação, alunos de graduação nas áreas da Linguagem, da Educação, da Educação Física, da Dança, do Teatro, da Terapia Ocupacional, da Fisioterapia, Filosofia, Letras, Ciências da Informação e da Tecnologia.

Mas tudo, TUDO mesmo, começou ali em Israel!

Em anexo o clipe inaugural do “Dança na Mochila”. A música original era a primeira faixa do CD “Go Through the Gates” de Barry and Batya Segal. Um Cd de música Israelita Cristã que comprei no Congresso do qual participei naqueles dias. Mas o youtube bloqueou o video por causa de direitos autorais da música e com minha autorização anexaram nova trilha que eu escolhi no banco de musicas que eles sugeriram.. Incrível não? O nome da trilha está disponível no youtube.

No mais, a obra do Grande REi continua e permanece! Glória a DEus!!

Aleluia!

Isabel Coimbra

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2 pensamentos em “Jerusalém O Princípio

  1. a danca e um fenomeno sobre natural e com certeza ela chega a face de deus e muito lindo o aguir de deus na sua vida coimbra.

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